Cirurgia da Catarata

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O que é

É um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados em todo o mundo. Sendo que o objetivo final da cirurgia é substituir a lente natural do olho por uma lente artificial que cumpra mais eficazmente sua função de focar com nitidez as imagens.

A cirurgia de catarata é geralmente considerada quando a perda de visão causada pela opacidade da lente interfere na autonomia e nas atividades diárias do paciente. Também é indicado em casos associados de doença como, aumento da pressão intra-ocular ou uveíte .

No entanto, não é necessário esperar até que a catarata seja limitante para o paciente e esteja em estadios avançados para tratá-la.

Na verdade, cada vez mais, se opta por sua intervenção precoce, pois é um procedimento altamente seguro e eficaz em mãos experientes.

É uma intervenção breve, indolor e de recuperação rápida que, graças à especialização e incorporação da mais recente tecnologia, conseguiu uma grande melhoria, com taxas de sucesso muito elevadas.

A cirurgia da catarata é feita por ultra-sons, embora recentemente tenha surgido a opção de a fazer por laser de Femtosegundo, que oferece a vantagem de fazer as incisões e capsulorexis previamente.

A comunicação entre paciente e especialista é fundamental para determinar o momento mais adequado para a intervenção e o tipo de lente intra-ocular adequada para cada pessoa , a fim de recuperar o potencial máximo de visão após a cirurgia, reduzindo a dependência de óculos e / ou lentes de contato.

Perguntas Frequentes

A cirurgia consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular (chamada de facoemulsificação).

Sim, mas com as técnicas que hoje são realizadas, pode ser raro que uma catarata chegue a ser tão dura como originar complicações. O seu oftalmologista é o que melhor pode lhe aconselhar sobre o seu caso em particular.

A cirurgia da catarata é uma das cirurgias que mais evoluiu no mundo, sendo cada vez mais segura e previsível.

A maioria dos riscos são raros, no entanto pode ocorrer, edema da córnea, hipertensão ocular, inflamação ocular, deslocamento da lente intraocular, edema macular, descolamento da retina ou coroide ou uma endoftalmite.

Normalmente a cirurgia é feita em regime de ambulatório, sob anestesia tópica com sedação.

Em alguns casos clínicos pode ser necessário recorrer a um bloqueio peribulbar, onde o olho permanece sem movimento e sensibilidade, mantendo o paciente acordado.

Em pacientes não colaborantes, com dificuldade no controle dos movimentos ou da compreensão e em crianças deve-se optar por uma anestesia geral.

A anestesia é feita sempre pelo médico anestesista.

Não é normal que tenha dor durante a cirurgia.

Pode notar variações de pressão dentro do olho quando introduzimos os instrumentos ou quando são feitas algumas manobras durante a cirurgia apenas.

Atualmente a cirurgia da catarata permite também corrigir qualquer graduação do paciente, através de uma escolha acertada da lente intraocular a ser introduzida.

A escolha da lente depende de múltiplos fatores, como a técnica cirúrgica a ser escolhida, a cicatrização, mas principalmente do cálculo prévio da lente a ser escolhida (biometria).

O astigmatismo pode ser corrigido de varias formas. Fazendo incisões corneanas durante a cirurgia da catarata no eixo mais curvo da córnea ou colocando lentes intraoculares tóricas.

Por vezes, em pacientes com glaucoma, a tensão pode baixar após a cirurgia da catarata, mas o glaucoma não fica resolvido, ou seja, não desaparece. Só em alguns casos de glaucomas especiais (de ângulo fechado), a cirurgia da catarata pode solucionar o quadro clinico.

Depende sempre, de como esta as outras estruturas como a retina, do nervo óptico e da córnea. O seu oftalmologista deve de informa-lo dessas circunstâncias.

Avaliação da acuidade visual
Biometria
Microscopia especular
Topografia corneana
OCT segmento posterior
Ecografia ocular
Angiografia fluoresceinica (se necessário)
Eletrofisiologia ocular (se necessário)

Depende de diversos fatores, como a idade, doenças sistémicas e estado geral do paciente. Se a cirurgia for de uma catarata normal e com anestesia tópica há partida não será necessário, mas depende sempre da opinião do seu oftalmologista.

Se a cirurgia for de uma catarata mais complicada ou associada a outras cirurgias, ai sim, pode ser necessário um controlo analítico e cardíaco prévio, dependendo sempre da opinião do seu oftalmologista.

Não esquecer que antes da cirurgia deve de vir em jejum.

Com o avanço da tecnologia, a maior rapidez e feita em regime de ambulatório com que se faz a catarata ultimamente não se justifica parar qualquer medicamento previamente.

Em alguns casos em especifico, podem ser suspensos antes da cirurgia, como o medicamento para a próstata ou as prostaglandinas (glaucoma).

Deve-se também ter em atenção o valor da coagulação.

Monofocais – Proporciona boa visão para longe sem óculos, sendo necessário óculos para perto.

Multifocais – Proporciona uma aceitável boa visão para longe e para perto, com uma maior independência de óculos. Nos casos de uma leitura mais prolongada, trabalhos de maior precisão ou leitura assídua de computador pode ser necessário o uso de óculos.

Monofocal tórica – Lente monofocal que corrige para além da miopia ou hipermetropia o astigmatismo, conseguindo uma melhor visão para longe. É necessário, óculos para perto.

Multifocal tórica – Proporciona uma aceitável boa visão para longe e perto dando uma maior independência de óculos. Esta indicada em pacientes que apresentam astigmatismo corneano prévio á cirurgia.

Trifocais (monofocais e tóricas) – Proporciona uma excelente visão para longe, intermédia e perto, dando praticamente uma total independência de óculos.

Sim, as lentes intraoculares são fabricadas num material que dão garantia suficiente para sempre.

Quando se pensa em fazer uma cirurgia definitiva na idade em que a presbiopia está presente a melhor lente é sem dúvida, a trifocal.
Apresenta varias vantagens, como graduação se mantem o resto da vida e o grau de satisfação é muito elevado.

Trifocal significa que a lente tem 3 focos ou que foca a 3 distâncias (visão para longe, intermédia e perto).

A lente monofocal foca só para longe, ou seja a visão é boa para longe.

A lente bifocal a visão é boa para longe e para perto.

O ideal é uma lente que consiga focar a todas as distancias como o cristalino jovem. É o que ocorre quando olhamos para as nossas mãos e as afastamos mantendo a mesma qualidade de focagem de visão.

A lente trifocal permite ver bem para longe (TV ou conduzir), para a intermédia (computador) e para perto (leitura), mas existem alguns pontos donde os objetos são mais claros e outros nem tanto, portanto não dá e nem tem uma focagem tão perfeita como o cristalino normal.

A lente trifocal é a melhor opção que possuímos neste momento, sendo certo que é uma excelente opção.

Hoje em dia, tentamos colocar lentes trifocais a todos os pacientes que não tem contraindicações para o fazer.

Qualquer decisão médica terá de sempre decidida em conjunto, ou seja, entre o oftalmologista e o candidato (paciente).

Embora dependa de caso para caso, a maioria dos pacientes com doenças oculares não devem de colocar essas lentes intraoculares.

Falamos em pacientes com degenerações e cicatrizes na mácula, glaucomas avançados, doenças degenerativas na retina ou na córnea, alterações vasculares retina e do nervo óptico, ou seja, em olhos doentes.

Se um paciente tem cataratas, a cirurgia é exatamente igual a uma cirurgia da catarata convencional, só que tentamos sempre introduzir uma lente trifocal.

Se um paciente for jovem e não tiver catarata, a cirurgia é exatamente igual a das cataratas, mas em vez de se tirar a catarata, tira-se o cristalino transparente.

É certo que as lentes trifocais ou bifocais que existem no mercado podem fazer com que sintam halos ou luzes sobretudo a noite a conduzir.

O halo é entendido como um circulo de luz que rodeia as luzes dos carros á noite, como uma auréola perfeita de luz. Embora a maioria dos pacientes não notem essa situação, é algo que os pacientes se habituam (1/200).

Outro efeito secundário é a necessidade de luz para ver ao perto. Isto se deve ao próprio funcionamento da lente intraocular, que se aumentarmos a quantidade de luz que entra no olho, a visão para perto melhora.

Os riscos próprios da cirurgia são iguais a uma de uma cirurgia da catarata.

As lentes que corrigem o astigmatismo são lentes tóricas. Estas lentes necessitam de um ajuste preciso para as colocar na sua posição ideal, pelo que o risco mais importante nelas é que não fiquem bem posicionadas, e termos que ir ao bloco as reposicionar de forma imediata.

Sim, corrigem. São as chamadas lentes trifocais tóricas.

Estas lentes necessitam de um ajuste preciso para as colocar na sua posição ideal, pelo que o risco mais importante nelas é que não fiquem bem posicionadas, e termos que ir ao bloco as reposicionar de forma imediata.

O objetivo de colocar uma lente intraocular multifocal ou trifocal dentro do olho e conseguir que fique a ver bem para longe e para perto sem óculos.

Na realidade, é que só a indicamos quando o olho está bem e saudável e conseguimos corresponder ás expectativas do paciente.

Se existir alguma doença ocular (descolamento da retina, glaucoma, degeneração macular, cicatrizes corneanas,) ao paciente não se deve colocar nenhuma lente multifocal ou trifocal, embora possa querer e não se importar com o resultado final.

As lentes intraoculares multifocais ou trifocais não são iguais aos óculos progressivos e o facto de um paciente não tolerar as lentes progressivas não significa que não se vá adaptar ás lentes multifocais ou trifocais.

O oftalmologista juntamente com o paciente deve de decidir em conjunto a melhor opção cirúrgica na escolha da lente a implantar.

Pode fazer uma vida normal até ao dia da cirurgia
Assinar o termo de consentimento da cirurgia
Antibiótico de largo espectro 2-3 dias antes da cirurgia
Jejum 8 horas antes da cirurgia
Higiene palpebral com toalhitas higiénicas
Fazer a medicação habitual (se o oftalmologista não disser o contrário)
Não se maquilhar
Vir acompanhado ao hospital
Dilatação pupilar 30 minutos antes da cirurgia

Sim, pode ter que ficar a usar óculos.
O perfil do paciente, o seu olho e a lente recomendada interferem se o paciente vai ou não ter de usar óculos.

Normalmente passado um mês após a cirurgia.

Se foi operado, o normal é que os óculos que tinha previamente, provavelmente já não servem porque a graduação foi alterada. Não provoca lesões no olho, mas não é a sua graduação correta.

Normalmente passado um mês após a cirurgia é prescrita nova graduação.

As três opções são boas e a escolha entre uma delas depende das necessidades do paciente.

A escolha terá sempre ajuda e opinião do seu oftalmologista.

Quando o seu oftalmologista dê alta após a cirurgia, normalmente um mês após a cirurgia.

A recomendação é de esperar 10 minutos, embora o ideal no nosso entender seja 15- 20 minutos (maior efeito).

Os estudos dizem que ao colocar uma gota, só se aproveita 40%. Se colocarmos duas gotas, aproveita-se 60%.

Nesse sentido recomendamos colocar 2 gotas de cada vez, lembrando ao paciente para não apertar o olho após a sua colocação.

É uma preocupação de muitos pacientes, mas as lentes intraoculares atualmente são muito estáveis e quase nenhuma se mexe.

As que se mexem, quase sempre se devem a casos em que houve complicações durante a cirurgia.

Se não houve nenhuma complicação, o melhor é não se preocupar, pois com toda a segurança a lente intraocular não vai se mexer.

É normal sentir algumas dores ou sensação de picada após a intervenção, podendo tomar um analgésico.

Retirar o penso ocular no dia seguinte, salvo indicação contrária.
Iniciar a medicação prescrita pelo médico, no olho operado, depois de retirar o penso ocular.
Lavar sempre as mãos antes de colocar as gotas/pomada.
Pode ver televisão e ler desde que se sinta bem.
Ao dormir é importante que não durma de cabeça para baixo e de preferência para o lado oposto ao olho operado
Nos primeiros 8 dias após a cirurgia deve de usar óculos de sol, ter o cuidado de não esfregar ou apertar os olhos, não pegar em objetos pesados ou fazer esforços físicos, evitar o contacto com o calor do fogão/vapores ou lareira por exemplo.
Nas primeiras 3 semanas após a cirurgia não utilizar maquiagem, pintar o cabelo e evitar o contacto com piscina, mar ou sauna.
Nas primeiras 24 horas não pode conduzir veículos, trabalhar com máquinas ou beber bebidas alcoólicas

Contactar o médico se tiver perda de visão, dor intensa no olho, olho vermelho, náuseas, vómitos ou febre.

A melhoria da visão está relacionada com a intensidade da inflamação ocular após a cirurgia.

A resposta é variável de pessoa para pessoa, do grau evolutivo da catarata, de como se encontra a córnea e a retina.

A diabetes pode interferir na recuperação, tornando-a mais lenta.

O normal é a visão estar embaciada nos primeiros dias pós-operatório, que lentamente vai recuperando.

Se o olho começa a ter dor, fica muito vermelho ou perde visão.

Se tiver náuseas, vómitos e febre.

Nestas situações o paciente deve de contatar imediatamente o seu médico ou o local onde foi operado. Em último caso um serviço de urgência de oftalmologia perto.

Não se deve preocupar se notar sensação de areia, halos, luzes e visão enevoada.

Perguntas Não Frequentes

O termo “catarata” corresponde a uma perda de transparência do cristalino, lente natural situada atrás da íris, seja congénita ou adquirida, provocando ou não perda da acuidade visual.

A causa mais comum é a idade (senil), podendo estar associada também a alterações metabólicas (diabetes, dermatite atópica ou distrofia miotonica), alterações inflamatórias oculares (uveíte, glaucoma, miopia ou retinopatia pigmentar), ao tabaco e alcoolismo, a traumatismos oculares (contuso, perfurante) exposição a radiação ou químico e hábitos medicamentosos (corticoides).

A maior parte das vezes a catarata não é percebida pelo paciente, porque continua a ver bem do outro olho.

Os principais sintomas são visão turva, diplopia, fotofobia, melhor visão em dias nebulosos que em dias de sol, dificuldade em conduzir a noite e alteração da graduação.

Não, o único tratamento eficaz é a cirurgia.

A catarata pode atingir apenas um, ou ambos os olhos, dependendo da sua causa.
A catarata associada á idade, doença sistémica ou ao uso de corticoides, geralmente é bilateral e assimétrica, ou seja, uma pode estar mais avançada que outra.

Pode ser unilateral se for secundaria a doença ocular ou a um traumatismo.

Depende do tipo de traumatismo.

Os melhores resultados cirúrgicos são nos casos de cataratas traumáticas sem lesões associadas, mas em qualquer dos casos a recuperação da visão pode estar condicionada pelo atingimento ou não da córnea, da retina e da mácula.

O pós-operatório, em todo o caso, é mais complexo que o habitual, havendo maior risco de complicações (glaucoma, descolamento da retina, por exemplo).

A recuperação visual pode ser rápida, lenta ou em situações mais delicadas muito difícil.

Atualmente, as lentes mais utilizadas são feitas em polimetilmetacrilato (PMMA) ou silicone.

Não. Uma vez removido o cristalino, é impossível voltar a ter catarata.

Sim, havendo muitos fatores que favorecem este processo.

Em cerca de ¼ dos pacientes isso acontece.

Ocorre um crescimento de células dentro do olho que criam uma película semitransparente e consequente fibrose da cápsula posterior, onde está a lente intraocular, como um véu, provocando de forma progressiva visão turva sem dor ou olho vermelho, durante semanas ou meses após a cirurgia.

O tratamento dessa opacidade é realizado com laser YAG.

O tratamento da opacidade da cápsula posterior com laser YAG, que normalmente é feito durante uma consulta, é seguro e não é doloroso.

Todos os pacientes são avisados do efeito secundário mais frequente que é, ao fazer a “limpeza da lente intraocular a sujidade libertada” pode ficar a flutuar dentro do olho e vir a notar “moscas volantes”. Na grande maioria, este efeito secundário é transitório, mas não desaparecem de forma definitiva, ou seja, alguns pacientes notam mais que outros essa situação clinica.

Também pode ocorrer aumento da pressão intraocular, ardor ocular, edema macular, fotofobia e inclusive, mas muito raramente descolamento da retina.

Todos os pacientes após o tratamento fazer colírios durante alguns dias (hipertensores e anti-inflamatórios).

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