Cirurgia Refrativa a Laser

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O que é

Os procedimentos refrativos baseados no laser (LASIK, PRK) permite-nos alterar a espessura e a curvatura corneana e com ele o valor dióptrico, ou seja, a graduação, corrigindo dessa forma a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo ou a presbiopia, que a pessoa possa ter.

Para o efeito realiza-se um corte superficial, ou uma desepitalização da córnea e posteriormente uma ablação de tecido corneano, com laser excimer, corrigido dessa forma a graduação da pessoa.

O objetivo final será conseguir uma visão semelhante à que existia antes da cirurgia, mas sem o uso de óculos ou lentes de contacto.

Outras técnicas cirúrgicas recentemente têm surgido nesta área, com o ReLEx Smile (Small Incision Lenticule Extraction) através do laser por femtosegundo, que corrige a graduação através uma microincisão na córnea de 2 mm, sem abrir a superfície da córnea.

Um bom candidato a cirurgia tem de ter mais de 20 anos e ter a refração comprovadamente estável (>18 meses idealmente).

Perguntas Frequentes

Significa "Laser Assisted in Situ Keratomileusis".

O procedimento requer a criação de um retalho corneano superficial antes da fotoablação do estroma pelo laser de excimer.

O retalho pode ser realizado através de um equipamento eletromecânico, o microqueratómetro, ou através do laser do femtosegundo.

Primeiramente aplica-se um anel de sucção na superfície ocular com um diâmetro variável (8-10 mm) que fixa, pressuriza e permite o avanço automática ou manual de dispositivo de corte com lâmina metálica, vibrando a uma frequência determinada.

Seguidamente é aplicado a radiação a laser segundo os diferentes nomogramas indicados previamente para cada pessoa.

Reposicionamento do retalho corneano após lavagem com soro.

Confirmação da integridade do retalho

Antibiótico e lágrima artificial

Penso oclusor transparente.

Sim, por comodidade é recomendado fazer a cirurgia aos dois olhos, mas a pessoa também decide se o pretende.

Por norma se o primeiro correr conforme o planeado e ter ficado bem, avança-se para o segundo olho imediatamente a seguir.

Aproximadamente 20-25 minutos por cada olho, embora o laser em si seja de apenas alguns segundos.

Não, a cirurgia não é dolorosa, sendo feita sob anestesia tópica (gotas).
De modo a evitar que a pessoa encerre o olho durante a cirurgia é colocado um instrumento cirúrgico, que impede assim de pestanejar, tornando a cirurgia segura.

O lasik para a miopia visa a obtenção de um aplanamento da córnea (córnea oblata) e a manutenção de um perfil esférico conforme as opções e capacidades do equipamento utilizado.

A remoção do tecido estromal é realizada de acordo com a zona óptica programada e a profundidade máxima de ablação é obtida no ponto central dessa zona.

Uma zona periférica de transição é calculada para reduzir os efeitos ópticos indesejáveis.

O lasik para a hipermetropia visa a obtenção de um aumento da curvatura central da córnea (córnea prolata) de forma indireta, através da ablação periférica em anel, criando também uma zona de transição que visa limitar os inconvenientes biomecânicos e ópticos.

O astigmatismo regular simples pode ser tratado quer pelo aplanamento do eixo mais curvo quer pelo aumento da curvatura do eixo mais plano.

Os astigmatismos compostos ou mistos são resolvidos por combinação de tratamentos cilíndricos positivos e/ou negativos e esféricos.

Significa "Photorefractive keratectomy", técnica de ablação superficial que envolve a remoção mecânica do epitélio, assistida ou não por álcool.

O processo de reparação cicatricial desenvolve-se posteriormente a partir de células inflamatórias do filme lacrimal que ativando os queratócitos conduzem à produção de novo colagénio e matriz proteoglicanos. Paralelamente é estimulada a reepitelização da área de ablação que dura em média 3 a 5 dias.

O resultado refrativo é influenciado pelo processo de reparação cicatricial da membrana de Bowman e do estroma anterior.

O processo cicatricial está associado a dor e desconforto intenso nos primeiros dias e a recuperação visual mais tardia.

Ambas as técnicas são igualmente eficazes nos resultados visuais, pelo que a eleição de uma ou outra técnica se baseia nas propriedades do olho do candidato e outras considerações avaliadas pelo oftalmologista durante os exames pré-operatórios.

A técnica LASIK é a mais usada hoje em dia para a maioria das pessoas, tanto pela sua maior rapidez de recuperação como pelo menor grau de queixas no pós-operatório.

A técnica PRK está mais indicada em pessoas que possuem uma córnea mais fina, defeitos refrativos mais altos em córneas relativamente finas e em pessoas que tenham uma atividade desportiva importante (atletas) ou que tenham altas possibilidades de sofrer golpes diretos no olho, pela sua atividade profissional (militares, policias, bombeiros, pugilismo, etc).

Salvo algumas exceções, a cirurgia pode ser feita, a partir do momento em que a miopia esteja estabilizada a partir dos 20 anos. A partir daqui o fator idade não limita uma possível cirurgia, embora possa influenciar a escolha da melhor solução cirúrgica.

Quando se quer corrigir um defeito refrativo a partir dos 50-55 anos, pode-se implantar uma lente intraocular que substitui o cristalino, que com o tempo vai perdendo elasticidade (presbiopia) ou transparência (catarata).

A cirurgia a laser corrige o defeito refrativo (miopia, hipermetropia e astigmatismo) que tem a pessoa no momento da operação, pelo que um dos requisitos que deve de cumprir a pessoa para ser operada é ter uma graduação que não esteja aumentando, pelo menos nos últimos 12 a 18 meses.

Sendo certo que a mais conhecida é o Lasik, esta não é a melhor opção, existindo outras técnicas como lentes fáquicas (se indicado).

A partir dos 40 anos começa a aparecer a presbiopia ou vista cansada.

A operação da cirurgia refrativa a laser, nestas idades só corrigem o longe.

Se a pessoa é míope e tem mais de 40 anos, o normal é que vá necessitar de usar óculos para perto depois da cirurgia.

No caso em que queira solucionar também a presbiopia ou vista cansada o melhor é optar pela cirurgia do cristalino transparente com uma lente trifocal de preferência, ou seja, substituindo o cristalino por uma lente intraocular.

Não, a ambliopia ou olho preguiçoso não se corrige cirurgicamente.

A cirurgia refrativa corrige o defeito refrativo que ela possa apresentar (miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo).

Um paciente amblíope apenas conseguirá após a cirurgia a acuidade visual que consegue com os óculos ou lentes de contacto.

Por exemplo, se tem -5,00 dioptrias olho direito e consegue chegar aos 7/10 de visão com óculos e lentes de contacto, após a cirurgia chegará aos 7/10 sem correção muito provavelmente.

Quando os exames durante uma consulta de implanto-refrativa são feitos, é sempre valorizável a espessura da córnea antes e após a cirurgia.

No laser há critérios mínimos de segurança, ou seja, a córnea tem de ficar com uma espessura suficiente para não trazer problemas no futuro. Se a pessoa candidata não estiver entre esses critérios, a melhor opção poderá passar para a colocação de lentes de câmara anterior ou posterior.

Habitualmente a técnica PRK de cirurgia refrativa a laser é utilizada em pessoas com córneas mais finas ou que tenham alguma atividade de contacto (desporto, segurança, militares, etc).

Tanto na operação a LASIK como a PRK, são utilizados o mesmo laser, obtendo o mesmo resultado óptico com ambas as técnicas, só que na cirurgia de PRK não se cria o flap corneano por laser de femtosegundo, somente é retirado o epitélio e aplica-se laser na parte mais superficial da córnea.

O oftalmologista perante o candidato e os exames prévios decide a melhor opção cirúrgica.

A recuperação visual é mais rápida no LASIK, assim como o grau de queixas, de forma que em 24-48h, as pessoas podem estar em condições de fazer as suas atividades habituais.

Na técnica por PRK, o processo demora mais tempo, 3-4 dias, necessitando de um seguimento mais apertado durante os primeiros dias, mas em determinados casos, a médio e a longo prazo há uma melhoria da qualidade visual.

É normal sentir algumas dores ou sensação de picada após a intervenção, podendo tomar um analgésico.

Em relação à recuperação visual, é comum a pessoa precisar de algum tempo para se adaptar à nova situação, se surpreende na maioria das vezes com a rapidez com que fica a ver, isto sem óculos ou lentes de contacto.

Retirar o penso ocular no dia seguinte, salvo indicação contrária.
Iniciar a medicação prescrita pelo médico, no olho operado, depois de retirar o penso ocular.
Lavar sempre as mãos antes de colocar as gotas.
Pode ver televisão e ler desde que se sinta bem ao fim de 24 horas.
Ao dormir é importante que não durma de cabeça para baixo e de preferência para o lado oposto ao olho operado
Nos primeiros 8 dias após a cirurgia deve de usar óculos de sol, ter o cuidado de não esfregar ou apertar os olhos, não pegar em objetos pesados ou fazer esforços físicos, evitar o contacto com o calor do fogão/vapores ou lareira por exemplo.
Nas primeiras 3 semanas após a cirurgia não utilizar maquiagem, pintar o cabelo e evitar o contacto com piscina, mar ou sauna.
Nas primeiras 24 horas não pode conduzir veículos, trabalhar com máquinas ou beber bebidas alcoólicas.

Contactar o médico se tiver perda de visão, dor intensa no olho, olho vermelho, náuseas, vómitos ou febre.

Naturalmente se sentir algum problema no olho operado, nomeadamente dor forte, perda de visão ou fotofobia.

Sim, pode fazer desporto, sempre que as condições físicas o permitam e passados alguns dias, normalmente uma semana.
Se fizer piscina, o ideal é só ao fim de 1 mês.
Se fizer desporto de contacto, só ao fim de 2 a 3 semanas (PRK).

Geralmente, um paciente operado a lasik tem uma visão aceitável em poucas horas. No entanto, em algumas ocasiões, a visão demora a recuperar ao final de uma semana.

Ou 6 meses antes, ou esperar entre 6 meses a um ano após o período de parto e amamentação.

Terá de novo de fazer os exames pré-operatórios como o fez na primeira vez e valorizar as possibilidades.

Em principio sim, embora o normal é que a cirurgia corrija o defeito refrativo e não necessite mais delas.

Se for a LASIK convêm ser ao fim de 1 mês, tendo sempre cuidado ao se desmaquilhar principalmente.
Se for PRK, ao fim de 2 a 3 semanas já pode.

Normalmente e idealmente ao fim de 2-3 dias (Lasik), 4-6 dias (PRK).

Após 2-3 dias a pessoa já apresenta uma boa visão, sendo que ao fim de 3 dias já pode ir trabalhar, mas se não se sentir com confiança o melhor é faze-lo somente ao fim de uma semana.

Hoje em dia, dispomos de varias técnicas. A mais frequente e popular é o Laser Excimer, mas também existem outras opções para casos mais especiais como lentes fáquicas ou cirurgia do cristalino transparente.

Menos de 18 anos
Refração não estável
Doenças sistémicas (ex. artrite reumatoide, lúpus eritematoso, doença de Sjögren ou diabetes (relativo))
História de úlcera herpética.

Não, o uso prévio de lentes de contacto deve de ser documentado e a avaliação oftalmológica pré-operatória realizada após a suspensão de 3 a 5 dias para lentes hidrófilas e 3 semanas para lentes semirrígidas.

A legislação atualmente em vigor, não determina limitações especificas à realização de procedimentos refrativos em candidatos ou pertencentes às forças armadas.

Os candidatos a cirurgia devem cumprir as indicações gerais para cirurgia refrativa (lasik, PRK ou lentes fáquicas), em função da idade, do risco de traumatismo, bem como uma eventual e provável progressão do erro refrativo nos anos a seguir à cirurgia.

A melhor técnica cirurgia é por PRK ou recentemente por ReLEx Smile.

Perguntas Não Frequentes

A topografia corneana é determinante na exclusão de pacientes sobretudo com astigmatismo irregular, queratocone ou degenerescência marginal pelúcida.

As formas subclínicas de queratocone devem de ser pesquisadas e analisadas.

A topografia permite medir com exatidão a paquimetria, o diâmetro pupilar, a aberrometria e os diferentes mapas corneanos.

Durante a gravidez o olho atravessa por certas etapas como a diminuição da pressão intraocular, diminuição da produção lacrimal e aumento da espessura e curvatura corneana, revertendo-se na maior parte dos casos depois da gravidez e amamentação.

Na cirurgia refrativa durante a gravidez e amamentação, como LASIK ou PRK não existem ainda grandes estudos publicados, encontrando-se limitados a um pequeno numero de pacientes, pelo que não podemos dizer com segurança os seus resultados.

As recomendações são, em mulheres em idade fértil, que querem fazer cirurgia refrativa por qualquer uma das técnicas, deve de o fazer até 6 meses antes de engravidar.

Por outro lado, para aquelas que queiram ser operadas depois da gravidez, o recomendado é ter a graduação estável uma vez terminado o período de amamentação e pós-parto, antes de se submeter a cirurgia.

É uma técnica cirúrgica nova, minimamente invasiva, a laser, que corrige defeitos refrativos (miopia e astigmatismo).

A técnica, é feita por laser femtosegundo, através de uma incisão de 2 mm, o que a diferencia do Lasik ou PRK, em que se obtêm um flap corneano quase completo ou remoção do epitélio corneano.

O Smile consiste na obtenção de um lenticulo no interior da córnea, extraindo-o por uma incisão de 2 mm. A forma e a espessura do lenticulo obtido, depende da graduação do paciente.

Minimamente invasiva
Redução de queixas no pós-operatório
Comodidade para o paciente durante a cirurgia
Ausência de perda de flap corneano
Pode ser feita em atletas desportivos ou militares
Menor risco de olho seco.

Qualquer paciente candidato a cirurgia refrativa, especialmente em pacientes com glaucoma, deve ser instruído acerca das implicações futuras, em termos de monotorização e vigilância.

Durante o período intraoperatório os cuidados a ter nos pacientes de risco são minimizar o tempo de vácuo.

No período pós-operatório a pressão intraocular deverá ser avaliada precocemente entre a 1ª e a 2ª semana.

Deverá estar bem documentada a ablação realizada, assim como a córnea residual e a alteração que originou.

Parece prudente evitar o Lasik em pacientes com neuropatia óptica glaucomatosa moderada a avançada.

Os glaucomas suspeitos e hipertensos oculares, devem estar informados de que a segurança da cirurgia nesses casos não está bem estabelecida.

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