Alergia Ocular na Infância

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O que é

A alergia ocular na infância é uma reação alérgica nos olhos, não contagiosa, que surge quando um determinado alergénio entra em contacto com a mucosa ocular, despoletando aquilo a que se chama conjuntivite alérgica.

Ela não afeta só os olhos, podendo envolver as pálpebras e a pele.

As crianças com alergias produzem um anticorpo, a imunoglobulina E (IgE) que, reconhecendo o alergénio, estimula a libertação de mediadores inflamatórios após exposição imediata dando origem a uma conjuntivite alérgica. Se a exposição ao alergénio for intensa e prolongada, a alergia pode-se tornar persistente e crónica.

A incidência de conjuntivite alérgica aumentou drasticamente nas últimas décadas, em Portugal (cerca de 20-25%) e no mundo, representando grande impacto na qualidade de vida das pessoas.

Tratamento

...identificação e evicção dos fatores de risco, de forma a diminuir a gravidade e o número de crises ao longo do ano.

O uso de lubrificantes e compressas frescas contribuem para o alívio sintomático.

Existe, ainda, uma grande variedade de agentes farmacológicos que ajudam a interromper a cascata inflamatória (corticoides, anti-histamínicos, anti-inflamatórios, estabilizadores dos mastócitos ou imunossupressores).

Perguntas Frequentes

A alergia ocular não tem cura, mas em crianças ao longo do seu crescimento, tende a melhorar, muitas vezes desaparecendo.

Com um tratamento adequado é possível manter uma boa qualidade de vida, evitando muitas complicações.

Pode-se ser alérgico e não haver outros casos na família.

O risco de uma criança se tornar alérgica é de 15 a 20%. Se a mãe for alérgica o risco sobe para 60% e se ambos os pais forem alérgicos sobe para 80%.

Cerca de 80%, mas não é obrigatório que assim o seja.

É relativamente fácil.

Se o bebé ingerir uma comida e pouco depois fica cheio de comichão, vermelho e começa a babar-se é fácil diagnosticar uma urticária.

Se o bebé entra numa casa com animais (por exemplo gato) e fica cheio de comichões no nariz e olhos, borbulhas na cara ou nas mãos, percebe-se logo que poderá ser alérgico ao pelo do animal.

No inverno as crianças estão mais sujeitas a infeções virais que podem desencadear uma reação alérgica (caso das bronquiolites).

O outono e o inverno são também a época dos ácaros se reproduzirem e de desencadearem ou agravarem alergias respiratórias, nomeadamente rinite alérgica e asma brônquica.

Nos dois primeiros anos predominam as alergias aos alimentos, sobretudo leite e ovo, mas também peixe, marisco e frutos secos.

As alergias aos ácaros e pólenes habitualmente não desaparecem.
As alergias alimentares desaparecem na maior parte dos casos.

O fator genético não se previne, mas o mês em que nasce pode ter influência, ou seja, para evitar alergias aos ácaros deve nascer fora dos meses do verão e aos pólenes, não deverão nascer na primavera.

O quarto das crianças deve ser o mais simples possível, sem tapetes, sem cortinados, muitos brinquedos e livros, pois todos vão acumular pó e mais tarde sensibilizam as crianças às alergias.

A partir de qualquer idade.

Mães fumadoras tem filhos com alergias mais precocemente e mais graves do que as não fumadoras

Os animais domésticos se entram em casa aos 5 ou 10 anos podem provocar alergias. Mas se estão em casa desde os primeiros meses de vida, o organismo tolera-os e defende-se melhor, não produzindo alergias aos pelos de uma forma tão frequente.

As pessoas com alergia ocular apresentam maior risco para o desenvolvimento de alterações visuais, queratocone, glaucoma, catarata, opacidades corneanas e em casos excecionais cegueira.

Os portadores de rinite alérgica, asma ou dermatite atópica são os mais suscetíveis de desenvolver alergias oculares.

Olho seco
Blefarite
Conjuntivite infeciosa
Queratoconjuntivite límbica superior

Essencialmente clinico.
Exames laboratoriais podem auxiliar na deteção do alergénio ou na confirmação do diagnóstico em alguns casos.
Avaliação do filme lacrimal (detetar presença de imunoglobulina E.
Testes cutâneos (prick test, patch test, teste cutâneo intradérmico, RAST).

Perguntas Não Frequentes

São pontos esbranquiçados característicos de alergia ocular.

Podem estar localizados no limbo, na conjuntiva bulbar e na superfície da córnea.

Podem provocar alterações da superfície da córnea, como queratite epitelial puntacta, ulceras, neovascularização e cicatriz periférica.

Dermatite atópica pode estar associada.

Representa uma reação imunológica desencadeada pelo atrito mecânico prolongado da conjuntiva palpebral superior com a lente de contacto, prótese ocular, fio de sutura exposto ou uma bolha filtrante (pós cirurgia glaucoma).

Se usar, as lentes de contacto devem ser suspensas pelo menos 4 semanas.

Anti-histamínicos e estabilizadores de mastócitos tópicos.

Catarata
Glaucoma
Perda da acuidade visual

É uma resposta inflamatória que se segue à exposição de medicamentos ou cosméticos.

A pessoa sensibiliza-se á primeira exposição. Desenvolve-se uma resposta imunitária em exposições posteriores.

Clinicamente pode ocorrer edema e descamação palpebral, quemose, olho vermelho, conjuntivite papilar, erosões corneanas punctiformes, sensação de picada e lacrimejo após exposição.

Também chamada de eczema, é frequente, idiopática ou associada á asma e febre de fenos.

A pele das pálpebras apresenta-se grossa, com crostas e fissuras verticais, associadas a uma blefarite estafilocócica e madarose.

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